Por Luciana Mendes
Estreando nosso Vazão EsTalentos, tenho a grande honra de falar sobre uma grande pessoa: Gustavo Calzavara!
Ex-diretor de Projetos da Fluxo, ele conta um pouquinho pra gente da sua história no mundo dos esportes!
“Como muitos sabem, futebol não é nem nunca foi uma aptidão minha, nem mesmo outros esportes como vôlei e basquete. Dado isso, somado ao fato que era um garoto tímido e nerd na escola, meu pai achou uma boa idéia que eu (e meu irmão) praticasse artes marciais do alto dos meus oito anos.
Comecei bem: Jiu-jitsu. Academia Gracie. O nome já traz a reputação.  Aprendi muito nos quatro anos que treinei lá. Participei das minhas primeiras competições, sendo campeão brasileiro na minha categoria até. Mas depois de um tempo a academia ficou meio largada e a turma que eu treinava esvaziou, eu perdi a motivação e acabei saindo.”

Curso Técnico CBKS 12/01/2008

Depois de algum tempo parado, a grande motivação dos irmãos Calzavara foi o pai anunciar sua volta ao karatê depois de 16 anos parado!
“Obviamente, ninguém levou isso muito a sério até que três dias depois ele chega em casa com um kimono dizendo: “Já me matriculei. Começo amanhã.” Foi uma questão de semanas até eu e meu irmão nos matricularmos e começarmos a lutar também.”
Eu tive a sorte de treinar com um dos grandes mestres do karate no Brasil, o cara que trouxe o Karate pra cá do Japão, o Shihan Sadamu Uriu (Shihan = mestre), tratado pelos seus alunos no dia-a-dia como ‘Sensei’ (professor). Afirmo sem sombra de dúvida que o Sensei Uriu é uma das pessoas mais fantásticas que eu tive a honra de conhecer.
Uma das máximas do Sensei Uriu é: “Karate não é esporte. É Arte Marcial”. De fato, o lado esportivo é apenas uma das facetas do Karate.

Sensei Uriu!

Desde a adrenalina das competições, passando pelos incontáveis lesões (inclusive uma costela quebrada) e pelo primeiro soco na cara de verdade (uma experiência que muda sua vida) posso dizer que praticar Karate contribuiu imensamente para a minha formação, em múltiplos sentidos.
Aconselho para qualquer um,  homens ou mulheres, fracos ou fortes, tímidos ou nem tanto, não só a prática do Karate, mas de qualquer arte marcial praticada com um mestre qualificado (isso é muito importante, tem muito picareta por aí). Para aqueles que procuram uma lição de humildade, disciplina, perseverança e auto-conhecimento, é uma boa pedida.
Quanto a mim, agora que tenho um pouco mais de tempo, é treinar e treinar para pegar a faixa-preta. Quem quiser saber mais, saber onde treinar, quanto custa ou mesmo fazer qualquer tipo de comentário, fique à vontade para comentar aqui ou me mandar um email que eu responderei com prazer.
OSS!”
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